Francisco de Assis G. Mello

Dono de uma enorme coleção de grilos,o biólogo costuma ser visto nesse canto de seu abarrotado laboratório no Instituto de Biociências da Unesp em Botucatu com o rosto colado sobre a antiga lupa. Ali, ele observa a anatomia de cada novo espécime coletado na Mata Atlântica para então desenhá-lo pacientemente. Chico Grilo, como é conhecido entre os colegas, já identificou algumas dezenas de espécies – “uma merreca”, diz modestamente, quando se lembra do mestre Ubirajara Martins, do Museu de Zoologia da USP, que descreveu mais de 1.500. “A biodiversidade dos grilos é enorme, mas muito pouco conhecida.”

GAFANHOTO GIGANTE

 

 

Espécie brasileira do gênero Tropidacris, que concentra os maiores gafanhotos do mundo. Parentes dos grilos, esses insetos são mais estudados por serem pragas agrícolas

 

VELHA COMPANHEIRA

 

 

A lupa usada no laboratório tem pelo menos 30 anos e ainda funciona muito bem. Para esse tipo de trabalho, ela dá conta do recado, explica o cientista

 

GRILO SAMBISTA

 

Vanzoliniella sambophila, espécie identificada pelo cientista, é uma homenagem ao zoólogo e compositor Paulo Vanzolini, de quem é ex-aluno e fã

 

PROFISSÃO PACIÊNCIA

 

Parte do trabalho é desenhar os detalhes anatômicos dos grilos. A tarefa requer talento manual e conhecimentos de Photoshop para os retoques finais

 

COMPROVADO

 

“A esperança é mesmo a última que morre”, diz sobre os insetos que mais tempo resistem ao efeito do álcool (no qual são armazenados); grilos e gafanhotos sucumbem antes, compara

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