Carlos Stasi

Na falta de uma sala própria no antigo prédio do Instituto de Artes, no Ipiranga, o professor de percussão resolveu fazer de escritório o quarto que ocupa na casa dos pais. Ali foi juntando, ao longo dos últimos 23 anos, cerca de 300 instrumentos, CDs, fitas e pastas com fotos. Dorme no chão, no meio da bagunça, em um colchonete fininho que divide com a noiva. O enxoval se mistura com a coleção. Por mais de dez anos, viajou por 27 países com o objetivo de conhecer como os diversos povos tocam o reco-reco, sua especialidade. Entre peças que adquiriu e outras que ganhou, reuniu por volta de 200 reco-recos, como esses abaixo.

Homenagem
Foi de um tio que fabricava reco-recos que Stasi ganhou seu primeiro. Após a morte dele, o músico via o instrumento em todo lugar, de escadas a espirais, o que motivou sua busca pelo mundo

 

 

Cabeça capixaba
Usada no Espírito Santo, traz na cabeça uma referência à escravidão, e as cores remetem ao cultivo da cana-de-açúcar.

 

 

Queixada musical
De tudo se faz música, até da mandíbula de um animal. Esta, provavelmente de um jumento, é usada em ritmos afro-peruanos

 

 

Sons do anis
Músicos folcóricos da Espanha costumam utilizar a superfície rugosa desta garrafa de Anis para tirar sons semelhantes aos de um reco-reco

 

 

Ralador de queijo
Bem poderia ser, mas é na verdade uma guira, um típico reco-reco da Rep. Dominicana. O instrumento foi aperfeiçoado de uma lata de óleo

 

 

Novidade
Com a assessoria de um amigo iraniano, Stasi adquiriu um Tombak, instrumento usado em diversos estilos musicais daquele país. Este traz um reco-reco embutido

 

 

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