Célio Haddad

A almofada, o grampeador de papel e até a escova de limpar vaso sanitário têm forma de sapo. Esses e muitos outros curiosos utensílios foram reunidos pelo coordenador do Laboratório de Herpetologia do Instituto de Biociências em Rio Claro ao longo de mais de 30 anos de dedicação ao estudo dos anfíbios, os vertebrados que estão sempre no topo da lista de animais ameaçados. Sua coleção científica, a terceira maior do Brasil, tem cerca de 30 mil exemplares e 700 espécies de anfíbios. Ele próprio já descreveu mais de 30 espécies de sapos, rãs e pererecas, mais do que as que existem no Canadá.

Marfim vegetal
A castanha amazônica em que este sapo foi entalhado é tão dura que só a extinta preguiça-gigante era capaz de mastigá-la

 

 

Girinos
Haddad lamenta a escassez de objetos que os lembrem, como este porta-CD. “A metamorfose do girino em sapo é mágica, me chamou a atenção desde criança.”

Preciosos
Esqueletos das menores espécies do mundo são banhados a ouro, para melhor visualização ao microscópio. “Tem gente que quer fazer pingente, mas não deixo.”

 

Perereca inédita
O desenho em tinta nanquim, feito à mão por um profissional, é de uma nova espécie brasileira que Haddad está descrevendo

 

 

A coleção cresce
No jarro maior, animais coletados na última viagem do cientista, ao Espírito Santo. No menor, sapo que vivia em cativeiro, morto recentemente

 

 

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