Um ano de vida!

Esta é uma edição de festa. Há um ano começavam a circular os primeiros exemplares de Unesp Ciência. Escolhemos “nascer” em 25 de agosto de 2009 – data do nosso lançamento –, exatamente quando o mundo comemorava os 400 anos das primeiras observações de Galileu com sua luneta. Tinha um simbolismo, sem contar o charme, começar a falar de ciência quando se celebrava o seu surgimento.

Queríamos fazer um jornalismo científico de ponta, que se tornasse referência. Para isso, sabíamos que, apesar de estarmos ligados a uma instituição de ensino e pesquisa, não poderíamos ficar restritos aos seus câmpus. A própria ciência produzida aqui não se limita a eles, entre parcerias e projetos temáticos com outras universidades do país e do mundo.

Diversos setores da Universidade colaboraram conosco. E foi fundamental contar com um parceiro como a Editora Unesp. Mas o grande suporte foi o reitor Herman Jacobus Cornelis Voorwald, que teve a iniciativa de criar a revista e vestiu a camisa do projeto voltado a “um jornalismo crítico, pluralista e atento às contradições do próprio processo científico”, como escrevi na minha primeira apresentação neste espaço. Demos a sorte de iniciar esta empreitada em um momento em que a própria Unesp começou a vivenciar uma onda de expansão da sua pesquisa, com o desenvolvimento de políticas para ampliá-la e aprimorá-la.

Acredito que cumprimos o objetivo. Abordamos temas importantes da ciência nacional e mundial, como os 400 anos da ciência moderna (ed. 1), os avanços da teoria da evolução (ed. 3), a prospecção de novos remédios na floresta (ed. 9) e, nesta edição, as pesquisas que trazem novas pistas sobre a complexidade das sociedades amazônicas antes de Cabral (pág. 20). Também discutimos questões de relevância para a sociedade e para a política brasileira, como o impacto da agropecuária no aquecimento global (ed. 4), a aplicação dos royalties do petróleo (ed. 5), a corrida da mineração submarina (ed. 10) e se o país está no caminho certo para eliminar as desigualdades étnicas (ed. 11).

Buscamos seguir à risca o compromisso de equilibrar as três grandes áreas do conhecimento (exatas, humanas e biológicas). Eu também tinha dito que gostaríamos de acompanhar os pesquisadores no seu dia a dia, com lama até a cintura. Missão cumprida várias vezes, inclusive no estudo de campo desta edição. Só desejo, ao apagar as velinhas, que a revista fique ainda melhor nos próximos anos. Agradecemos a todos que colaboraram conosco. E parabéns a todos nós!

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Giovana Girardi
editora chefe

 

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