Francisco Buchmann

A área de trabalho de Chico, como prefere ser chamado o oceanógrafo da Unesp de São Vicente, é pequena. A metade de uma sala, dividida com outro professor. Mas ele até que não se importa tanto. “O meu laboratório é o maior do mundo. O oceano Atlântico, do Uruguai ao Rio de Janeiro, é todo meu”, brinca olhando para um mapa. É no litoral que ele busca por paleotocas de tatus gigantes, por fósseis de tubarões e de mamíferos da megafauna e por indícios que mostrem como o nível do mar variou ao longo dos milênios. Parte do material coletado é acumulada nesta salinha, mas a maioria fica na casa dele à espera de análises.

PALEOPRAIA
Na região em que o rio Itaguaré deságua no mar (SP), Chico investiga uma praia que se formou há 120 mil anos; para isso, analisa fragmentos de diferentes profundidades

 

 

LAR DE GIGANTES
Réplica de gesso de um molde feito com silicone no interior de uma paleotoca no RS mostra as marcas que os tatuzões faziam com suas garras

 

 

PESO NAS JUNTAS
Este joelho de toxodonte (Toxodon platensis) é uma das joias de Chico. Toda a ordem desse herbívoro parecido com o hipopótamo foi extinta

 

 

CANELA ANCESTRAL
Para o pesquisador, é bastante comum encontrar fósseis da megafauna, como esta tíbia de preguiça-gigante, “rolando” nas praias do RS

 

 

DAVI E GOLIAS
Chico compara um fragmento de carapaça de tatu-gigante (à dir.), que habitou principalmente a região Sul há 120 mil anos, com o de um tatu moderno

 

 

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