Pesquisadores comparam sistemas de ensino superior

Livro traz visão sintética de alguns países

Modelos internacionais de educação superior: Estados Unidos, França e Alemanha;
Reginaldo C. Moraes, Maitá de Paula e Silva e Luiza Carnicero de Castro;
Editora Unesp;
116 páginas; R$ 38,00.

 

Quais são as particularidades que levaram os sistemas de educação superior alemães, estadunidenses e franceses ao nível de excelência? Para lançar luz a essa questão, pesquisadores brasileiros se dedicam a examinar de perto esses países em Modelos internacionais de educação superior: Estados Unidos, França e Alemanha, lançamento da Editora Unesp.

“Os países são escolhidos pela relevância que tiveram na ‘exportação’ de modelos”, anotam os autores Reginaldo C. Moraes, Maitá de Paula e Silva e Luiza Carnicero de Castro, na apresentação da obra, composta de quatro capítulos. “A Alemanha, como se sabe, forneceu a muitos países a inspiração para que se replicasse a chamada universidade humboldtiana”, marcada, entre outras características, pela incorporação da atividade de pesquisa à prática pedagógica. “Nosso segundo caso, o norte-americano, é um desses herdeiros. Entre o final do século XIX e o começo do século XX, centenas de intelectuais norte-americanos com sede de conhecimento avançado foram completar sua formação superior naquele país, e trouxeram esse modelo para criar as primeiras ‘universidades de pesquisa’ norte-americanas.”

Ao lado da Alemanha e dos EUA, figura o modelo da França. “A terra de Descartes e dos iluministas não sediou apenas as primeiras elaborações de campos científicos decisivos – Química, Matemática, Geografia, Biologia, entre outras disciplinas”, escrevem. As missões francesas criaram escola e influenciaram fortemente o desenho institucional da Universidade de São Paulo, desde sua fundação, em 1934.

SOBRE O AUTOR
Reginaldo C. Moraes é doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Entre outros títulos, publicou, pela Editora Unesp, O peso do Estado na pátria do mercado (2013), coautoria de Maitá de Paula e Silva; e Educação superior nos Estados Unidos (2015).

Maitá de Paula e Silva é mestre em Ciência Política pela Unicamp e foi professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Luiza Carnicero de Castro possui graduação em Ciências Sociais (2001) e mestrado (2004) e doutorado (2011) em Ciência Política, todos pela Unicamp.

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