Os caminhos do feminismo atual

O feminismo contemporâneo está presente desde a década de 1960, apresentando no início reivindicações por direitos políticos, tendo como principais conquistas o direito ao voto e, anos mais tarde, a Lei Maria da Penha.

Também ocorreram muitas lutas no período da Revolução Russa, com a ação de icônicas mulheres como: Clara Zetkin (1857-1933), Alexandra Kollontai (1872-1952), Rosa Luxemburgo (1871-1919), e muitas outras que ajudaram nessa luta incessante pela igualdade entre os gêneros. Elas reivindicaram pautas como a luta pela igualdade de gênero, ajustes salariais, emancipação das mulheres, entre outras (FONTES, 2017).

Até mesmo durante o período do Brasil Colônia houve lutas e exigências para que as mulheres pudessem ter acesso à educação, ao divórcio, ao trabalho e a outros direitos até então destinados aos homens, obtendo êxito anos mais tarde. Conforme os anos foram passando, o feminismo teve inúmeras mudanças, pois ele passou não apenas a lutar pela igualdade de gêneros, mas também por outras pautas, como por exemplo: padrões de beleza, descriminalização do aborto, sexismo, amamentação em locais públicos, violência física e psicológica, estupro, entre outras. E por conta disso ele tem se intensificado cada vez mais na sociedade, e em todas as classes sociais. Porém, ao mesmo tempo, há uma grande resistência da população mais conservadora a aceitar essas reivindicações, por em sua grande maioria sempre as relacionarem com a política de esquerda (FAHS, 2018).

Contudo, por que feminismo? Qual a etimologia da palavra?

Feminismo tem sua origem na palavra francesa “femme”, que significa mulher. O termo é usado, portanto, para abordar a vida das mulheres, compreendê-las e buscar sua emancipação. Por isso, feminismo é, ao mesmo tempo, um posicionamento diante da vida, uma lente de análise crítica sobre a realidade das mulheres e um movimento social (TENORIO, 2017).

Atualmente o uso das tecnologias é a principal característica do movimento feminista. Com elas, as mulheres acabam por conseguir um movimento mais forte que abrange todos os estados e diferentes partes do mundo, mostrando a outras mulheres que os problemas como assédio, estupro, desigualdade salarial, violência, não são apenas problemas particulares, mas sim problemas gerais.

O movimento feminista acaba por dar às mulheres o direito à independência e à liberdade, pois elas têm a autonomia de escolher qual ou quais caminhos seguir, em relação a maternidade, a opção sexual, e não como sendo algo imposto.

O feminismo ao longo dos anos foi se fragmentando em outras vertentes, de modo que todas as mulheres possam participar conforme seus ideais. Cada vertente do feminismo acaba por abranger sutilmente questões diferentes umas das outras, mas ao mesmo tempo ocupa–se de um objetivo geral comum.

Sendo assim, o movimento está obtendo muito sucesso, pois as mulheres estão conseguindo ver o quão positiva é a presença do feminismo na vida delas. No entanto, ainda há muito a se lutar, principalmente para mostrar aos homens que existe, sim, uma desigualdade entre os gêneros, e que assim ocorra uma postura de apoio para que haja muito mais mudanças.

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres” (Rosa Luxemburgo).

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REFERÊNCIAS
FAHS, A.C.S. Movimento Feminista. Disponível em: <goo.gl/Lcb7yN>. Acesso em: 22 jan. 2018.

FONTES, V. Clara, Rosa e Alexandra: A luta pela liberdade. In: BRASIL. (Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)). Livro agenda mulheres de luta. 2. ed. Piratininga: Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), 2017.

TENORIO, E.M. O feminismo atual e necessário. Rev. Libertas, Juiz de Fora, v.17, n.1, p. 91 – 108, jan. a jul./ 2017.

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Sthefany Camargo dos Santos é licenciada em Letras (habilitação em português e espanhol) pelo Instituto Federal de São Paulo.

 

 

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