Bandeiras em campo

Geógrafo apresenta sua análise desses símbolos nacionais dos 32 países que disputam a Copa do Mundo na Rússia

palavra vexilologia pode soar estranha, mas significa o estudo de bandeiras, estandartes e insígnias e de seus usos, simbologia e convenções. As bandeiras são o símbolo visual de qualquer entidade constituída – seja país, Estado, município, bairro, reino ou até mesmo família ou clã.

O Brasil reúne poucos especialistas nessa área cheia de histórias interessantes. Um deles é Tiago José Berg, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) –  Câmpus Capivari.

Berg é autor de dois livros, intitulados Hinos de todos os países do mundo (2008) e Bandeiras de todos os países do mundo (2013). Desde 2011, é membro associado da North American Vexillological Association (NAVA), entidade reconhecida internacionalmente no campo do estudo das bandeiras, e, desde 2014, é membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. 

Berg é geógrafo formado pelo Câmpus da Unesp de Rio Claro, onde também realizou seu mestrado, sob o título de “Território, cultura e regionalismo: aspectos geográficos em símbolos estaduais brasileiros” (2007-2009), e seu doutorado, intitulado “A construção simbólica do espaço através da representação geográfica nos símbolos nacionais” (2010-2014).

Aqui, o geógrafo faz a análise das bandeiras dos 32 países que vão participar da Copa do Mundo da Rússia

Alemanha – A origem do preto, vermelho e amarelo da bandeira da Alemanha está relacionada às cores dos uniformes usados pelas tropas alemãs durante as guerras napoleônicas, bem como às primeiras tentativas de unificação do país, em 1848. O significado das cores vem da expressão: “Saindo da escuridão da servidão (preto) através de sangrentas batalhas (vermelho), chegamos à luz dourada da liberdade (amarelo)”. Entre 1871-1919 e 1933-1935 a bandeira alemã ostentava o padrão de cores preto, vermelho e branco. A atual bandeira foi restaurada após a Segunda Guerra Mundial, em 1949.

 

Arábia Saudita – O verde do retângulo da bandeira da Arábia Saudita está presente na bandeira do país desde o século XIX. Acredita-se que esta era também a cor preferida do profeta Maomé. A inscrição na bandeira, adicionada em 1901, é a «shahada», a profissão de fé islâmica, na qual se lê «Não existe outro deus que não Alá e Maomé é o profeta de Alá». Por baixo da inscrição vê-se a figura de uma espada, adicionada para comemorar as vitórias do rei Abd-al Aziz ibn Saud após unificar os reinos de Hijaz e Nejad em 1932, que deram origem à moderna Arábia Saudita. A espada também é um símbolo de autoridade.

 

Argentina – As cores azul e branco da bandeira argentina foram adotadas pelo general Manuel Belgrano, cuja inspiração foi o céu. As cores também foram usadas para distinguir o Exército de Libertação das tropas espanholas (que usavam bandeiras vermelhas). A história diz que, em 25 de maio de 1810, uma multidão com fitas azuis e brancas convergiu para a capital Buenos Aires para exigir a independência e, nesse dia, as nuvens brancas se dissiparam, revelando um céu azul e um sol brilhante que indicava um futuro próspero para a nova nação. O «sol de maio» foi adicionado à bandeira em 1818.

 

Austrália – A tradicional bandeira britânica (chamada de Union Jack) foi usada no país de 1778 até 1901, quando seis estados foram unificados para formar a Comunidade de Austrália. Nesse ano houve um concurso para a escolha da nova bandeira, em que o júri acabou por incorporar os elementos de seis candidatos diferentes. As cores verde e amarelo do uniforme da seleção australiana são derivadas da flor nacional – a acácia dourada. A Union Jack recorda os fortes laços do país com a Grã-Bretanha, vendo-se logo abaixo a estrela que representa a Comunidade da Austrália. O Cruzeiro do Sul representa a localização geográfica do país.

 

Bélgica – Afirma-se que as cores preta, amarela e vermelha da bandeira da Bélgica derivam do estandarte provincial da antiga região de Brabante. Uma bandeira com estas cores (dispostas na horizontal) foi desfraldada em 1789, quando os belgas se revoltaram sem êxito contra o domínio dos Habsburgos. Em 1830, durante a revolta contra o rei Guilherme I da Holanda, dois homens, Lucien Jottrand e Edouard Ducpetiaux, recordando-se das cores do estandarte de 1789, refizeram a bandeira, colocando as cores no formato vertical (inspirados na bandeira da França). A tricolor belga foi adotada em 1831.

 

Brasil – A bandeira do Brasil preservou o retângulo verde e o losango amarelo da antiga bandeira imperial (adotada em 18 de setembro de 1822), substituindo apenas o brasão de armas do Império pela esfera celeste azul, que representa o céu visto do Rio de Janeiro na data da proclamação da República (15 de novembro de 1889). O número de estrelas corresponde aos atuais estados da federação e a faixa branca (com o lema «Ordem e Progresso») simboliza a linha do equador celestial. O verde da bandeira republicana representa as florestas e campos, enquanto o amarelo alude às riquezas minerais.

 

Colômbia – Como as de seus vizinhos, Equador e Venezuela, a bandeira da Colômbia baseou-se no estandarte criado por Francisco de Miranda em 1806 e desfraldado pelas tropas de Simón Bolívar durante a luta pela independência. Após Equador e Venezuela deixarem a união com a Grã-Colômbia em 1830, o país continuou a usar a bandeira original, mas agora com a faixa amarela em destaque. O amarelo simboliza justamente a riqueza do solo americano, a verdade e a justiça universais. O azul representa os mares e o céu do país. Já o vermelho recorda a fraternidade e o sangue dos libertadores na luta pela independência.

 

Coreia do Sul – A bandeira sul-coreana baseia-se no estandarte usado pelo movimento de independência nacional no final do século XIX e foi ligeiramente modificada quando o país se estabeleceu, em 1948. O branco simboliza a paz e a pureza, enquanto o disco central em azul e vermelho representa os princípios harmoniosos do yin e do yang, baseados na filosofia oriental. Os quatro kwae (trigramas) pretos em cada canto da bandeira originam-se dos desenhos do I-Ching – o livro chinês de artes divinatórias (Livro das Mutações) – e simbolizam os quatro elementos universais: Kun (céu), Yi (fogo), Kam (água) e Kon (terra).

 

Costa Rica – A bandeira da Costa Rica foi adotada em 1848 e a tradição diz que seu desenho foi inspirado na bandeira da França. Foi criada por Pacífica Fernández Oreamuno, esposa do presidente José María Castro Madriz. O significado da bandeira está no começo do hino do país: “Nobre pátria, tua formosa bandeira / Expressão de tua vida nos dá / Sob o límpido azul de teu céu / Branca e pura descansa a paz”. Já a cor vermelha representa o trabalho firme, o sangue dos patriotas e o calor humano. Também é comum ver-se a versão estatal da bandeira, que apresenta o brasão de armas do país junto à faixa vermelha.

 

Croácia – A bandeira da Croácia ostenta um escudo xadrez em vermelho e branco, que era o símbolo dos reis croatas desde a Idade Média. Segundo a lenda, após uma batalha, o rei croata Stephan Držislav acabou preso por seu inimigo, o doge de Veneza Pietro Orseolo II; sabendo que o rei jogava bem xadrez, o doge o desafiou para uma série de três partidas e, se o soberano as vencesse, seria libertado. Držislav não só aceitou, como venceu todas as partidas e retornou livre para casa. Acima do escudo há uma coroa com os emblemas de cinco regiões históricas: Croácia central, Dubrovnik, Dalmácia, Ístria e Eslavônia.

 

Dinamarca – Sendo a mais velha monarquia da Europa, a Dinamarca gaba-se também de ter a mais antiga bandeira – a «Dannebrog» (Pano Dinamarquês). Embora a lenda diga que uma bandeira vermelha com uma cruz branca tenha caído do céu em direção às mãos do rei Valdemar II durante a batalha contra os estonianos no ano de 1219, é mais provável que o símbolo dos dinamarqueses tenha sido um presente do papa durante as cruzadas. Como vários países escandinavos foram em dado momento na história governados pela Dinamarca, muitas das suas bandeiras se baseiam no modelo dinamarquês.

 

Egito – Vermelho, branco e preto são as chamadas «cores pan-árabes» e estão presentes na bandeira do Egito desde a deposição da monarquia, em 1952. Sobre a faixa branca aparece estilizada a figura de uma águia dourada, usada como símbolo pelo sultão Saladino (que governou o Egito e a Síria no século XII), sendo considerado um herói no mundo árabe por ter resistido às Cruzadas. Em 1958, o Egito uniu-se à Síria para formar a «República Árabe Unida» e ambos os países adicionaram duas estrelas verdes na faixa central branca. Em 1972, a Líbia uniu-se à federação. A federação foi desfeita em 1977 e em 1984 o símbolo foi trocado para a versão atual.

 

Espanha – Diz-se que as cores da bandeira espanhola tiveram sua origem no casamento de Isabel (de Castela) e Fernando (de Aragão) em 1469 e são derivadas dos brasões dessas duas regiões. Mas a primeira bandeira vermelha e amarela só nasceria em 1785, para distinguir os navios espanhóis dos de outros países que usavam estandartes brancos. A versão estatal da bandeira possui o brasão de armas espanhol, onde aparecem a coroa real, as colunas de Hércules – junto com a expressão “Plus Ultra” (Mais além) – e os escudos históricos de Castela, Leão, Aragão, Navarra, Granada e o emblema dos Bourbons.

 

França – A bandeira da França é uma das mais famosas do mundo e suas cores e formato foram usados por movimentos revolucionários e diversos países ao longo da história, associados aos ideais de «Liberdade, Igualdade e Fraternidade» da Revolução Francesa. Entretanto, a combinação de azul, branco e vermelho (e daí seu nome: Tricolore) é atribuída ao marquês de Lafayette, que usou o estandarte branco da monarquia intercalado entre as cores azul e vermelha da bandeira da cidade de Paris durante o episódio da queda da Bastilha (1789) para sinalizar ao povo que o rei havia feito acordo com a cidade.

 

Inglaterra – A Inglaterra possui como bandeira a cruz de São Jorge aplicada sobre um fundo branco e usada pelos reis ingleses como símbolo próprio desde o século XIII. A «bandeira de São Jorge», representando a Inglaterra, é uma das bandeiras que constituem a bandeira do Reino Unido (Union Jack), junto com a “bandeira de Santo André”, que representa a Escócia e a “bandeira de São Patrício”, para simbolizar a atual Irlanda do Norte. Nos Jogos Olímpicos o país compete como Grã-Bretanha e usa a bandeira da Union Jack. Nas Copas do Mundo, cada país-membro compete individualmente.

 

Irã – As cores da bandeira do Irã simbolizam o islamismo (verde), a paz (branco) e a coragem (vermelho). O emblema central é formado por quatro crescentes junto com uma espada e a palavra Allah (Deus), para representar os cinco princípios do Islã. O emblema também se parece com uma tulipa, pois uma antiga crença no país diz que estas flores nascem nos túmulos dos patriotas e mártires. Na orla das listras está estilizada a frase Allahu Akbar (Deus é grande) escrita na caligrafia kufic e repetida 22 vezes, alusiva à data 22 de Bahman (11 de fevereiro de 1979) – data da Revolução Islâmica do Irã.

 

Islândia – A primeira bandeira nacional não oficial da Islândia foi hasteada em 1897, sendo formada por uma cruz escandinava branca sobre um fundo azul escuro. A atual bandeira foi introduzida em 1915, quando uma cruz vermelha foi adicionada sobre a cruz branca. As cores simbolizam a paisagem islandesa: vermelho para o fogo (pois o país é cortado por centenas de vulcões); azul para a água (remetendo aos seus gêiseres, rios, lagos e ao Oceano Atlântico) e branco para o gelo (pois quase 15% da superfície do país está coberta por neve e geleiras).

 

Japão – A bandeira japonesa é popularmente chamada de Hinomaru (Disco Solar), sendo a expressão visual do nome do Japão (Nihon), que significa “Origem do Sol”. Uma lenda muito antiga diz que o Sol foi o antepassado dos imperadores japoneses e o Hinomaru era usado como distintivo imperial desde o século XIV. Na primeira bandeira do país, que passou a ser usada em 1870, o disco vermelho era posicionado 5% mais próximo da região do mastro, mas na nova legislação de 13 de agosto de 1999, o disco foi posicionado exatamente no centro da bandeira japonesa.

 

Marrocos – Durante o século XVI, as bandeiras usadas pelos soberanos na região do moderno Marrocos eram todas vermelhas, representando os laços de sangue entre os sultões e o profeta Maomé. Em 1915, durante o reinado de Mulay Yussuf, foi adicionada uma estrela verde de cinco pontas em formato de pentagrama (conhecida como «Selo de Salomão» – um antigo símbolo de vida, saúde, sabedoria e paz) sobre o retângulo vermelho como forma de diferenciá-la de outras bandeiras vermelhas usadas por países vizinhos. Esta bandeira foi oficializada quando o Marrocos alcançou a independência, em 1956.

 

México – A bandeira mexicana teve sua inspiração no estandarte usado pelo exército de libertação nacional, simbolizando a esperança (verde), a honestidade e unidade (branco) e o sangue dos heróis (vermelho). O emblema usado na bandeira recorda uma antiga lenda asteca: o deus Huitzilopochtli exortou os astecas a procurarem um lugar onde uma águia estivesse pousada sobre um cacto, devorando uma cobra. Ao encontrarem o sinal que procuravam numa ilha do lago Texcoco, construíram nesse local a sua nova pátria, a que deram o nome de «Tenochtitlán», onde hoje existe a moderna Cidade do México.

 

Nigéria – A bandeira da Nigéria apresenta duas faixas verticais em verde, que representam as áreas de florestas e os campos agrícolas do país, separadas por uma faixa branca, que simboliza a paz e a unidade, além das águas do rio Níger, que atravessa o território nigeriano. Na versão original da bandeira, desenhada pelo estudante Michael Taiwo Akinkunmi em 1959 para o concurso que escolheria o futuro pavilhão nacional, havia também um sol vermelho, mas os juízes do concurso decidiram que era melhor retirar a esfera solar e preservar apenas o formato das faixas.

 

Panamá – Inspirada no pavilhão nacional dos Estados Unidos, a bandeira do Panamá foi criada em 1903 pelo primeiro presidente do país, Manuel Amador Guerrero, cujo primeiro exemplar foi costurado por sua própria esposa. A bandeira divide-se em quatro quartos nas cores vermelho (um), azul (um) e branco (dois). As cores representam os dois principais partidos políticos do país, os liberais (vermelho) e os conservadores (azul), denotando o branco a paz desejada entre eles. A estrela azul representa a honestidade e as virtudes cívicas, enquanto que a estrela vermelha simboliza a lei e a autoridade da república.

 

Peru – O vermelho e branco da bandeira peruana foram escolhidos pelo general José de San Martin, que desempenhou importante papel na libertação do Peru do domínio espanhol. Uma das lendas diz que San Martin viu um bando de flamingos com peitos brancos e asas vermelhas voarem sobre suas tropas; interpretando-as como um bom presságio, as cores das aves foram usadas para compor a bandeira nacional em 1825. Vale ressaltar que a versão governamental da bandeira do Peru usa o brasão de armas do país estampado sobre a faixa branca.

 

Polônia – Acredita-se que as cores da bandeira polonesa originaram-se do estandarte vermelho com uma águia branca usado pelo rei Wladyslaw Jagiello durante a batalha de Grünwald no ano de 1410. Durante o período medieval, flâmulas e fitas com as cores branca e vermelha foram usadas pelos poloneses e, após o país deixar de existir, em 1795, estas cores foram usadas em sublevações pelos nacionalistas polacos. Quando o país restaurou sua independência, branco (como desejo de paz) e vermelho (o sangue dos patriotas) foram usados para criar a bandeira da Polônia, em 1o de agosto de 1919.

 

Portugal – Portugal usava em suas bandeiras reais as cores azul e branco desde o século XII. Quando a República foi proclamada (1910), uma nova bandeira foi adotada para simbolizar tanto a revolução (vermelho), como a tradição portuguesa de exploração (verde, de “novas terras”). A bandeira recebeu o emblema que simboliza o passado imperial português: um escudo sobreposto a uma esfera armilar dourada (antigo instrumento de navegação). O escudo branco com escudetes azuis simboliza a vitória do rei Afonso Henriques sobre os cinco reis mouros em 1139. A orla vermelha com castelos dourados alude às conquistas do rei Afonso III (no século XIII).

 

Rússia – A lenda diz que o czar Pedro, o Grande, em uma visita à Holanda em 1697, ficou tão impressionado com aquela bandeira que decidiu fazer o mesmo pela Rússia, apenas mudando a disposição das cores. Na época da Rússia imperial dizia-se que a faixa branca representava Deus, a azul o czar e a vermelha o povo russo, estando, respectivamente, o azul do czar abaixo de Deus e acima do povo. Outros dizem que hoje o branco simboliza os gelos polares, o azul as águas do oceano Ártico e o vermelho o povo russo, que habita o território do país mais longitudinal do mundo.

 

Senegal – O Senegal usa as cores pan-africanas em sua bandeira, inspiradas no estandarte da Etiópia como símbolo de resistência e unidade dos povos africanos; já a disposição em faixas verticais veio do desenho da «Tricolor Francesa». Em 1959, quando se preparava para a independência, o Senegal formou uma federação com seu vizinho, o Mali, adotando um emblema negro ao centro da bandeira conhecido como «kanaga» (uma figura humana estilizada). Em 1960, a federação foi desfeita e o emblema deu lugar a uma estrela verde, simbolizando que o novo país estava aberto aos cinco continentes.

 

Sérvia – As cores nacionais da Sérvia (conhecidas como cores pan-eslavas) inspiraram-se na bandeira da Rússia. Quando a ex-Iugoslávia foi fundada (1918), o país passou a usar uma bandeira com estas cores, e durante o regime comunista foi adicionada à faixa central da bandeira uma estrela vermelha, a qual foi eliminada quando a federação acabou (1991). A nova bandeira passou a ser usada pela nação conhecida como «Sérvia e Montenegro» até 2006, quando os montenegrinos alcançaram sua independência. Logo após, a Sérvia passou a usar a presente bandeira, com a figura do brasão de armas do país.

 

Suécia – O desenho da bandeira da Suécia baseia-se na «cruz escandinava», assim conhecido o tipo de cruz cujos braços não estão posicionados no centro da bandeira, mas próximos da haste (desenho muito comum usado pelas nações nórdicas). Acredita-se que a bandeira sueca apareceu pela primeira vez no ano de 1523, quando Gustavo I foi coroado rei. A origem das cores estaria no brasão de armas do país, formado por um escudo azul com três coroas douradas, que data do século XIV.

 

Suíça – A bandeira suíça existe desde o século XIV e baseia-se na bandeira do cantão de Schwyz, por influência dos cruzados que carregavam estandartes vermelhos com uma cruz branca aos campos de batalha no século XII. Embora cada um dos cantões que formam o país tenha a sua própria bandeira, a “Cruz Federal” branca sobre um fundo vermelho passou a ser a bandeira nacional no ano de 1814. As bandeiras da Suíça e do Vaticano são as duas únicas bandeiras nacionais quadradas. Curiosamente, a bandeira da Cruz Vermelha Internacional foi proposta pelo general Guillaume-Henri Dufour, que se inspirou na bandeira suíça com as cores reversas.

 

Tunísia – A bandeira da Tunísia baseia-se no pavilhão nacional de seu antigo soberano, o Império Otomano (atual Turquia), que governou o país entre os séculos XVI e XIX. O desenho original da bandeira surgiu em 1835 e compõe-se de um disco branco no centro do retângulo vermelho que representa o Sol, além de dois símbolos islâmicos: uma estrela de cinco pontas e uma «Osmanli» (crescente turco) na cor vermelha. Quando vista da perspectiva de um leitor árabe (ou seja, da direita para a esquerda), diz-se que a forma da lua representa boa sorte.

 

Uruguai – A bandeira uruguaia foi desenhada pelo primeiro presidente do país (Joaquín Suárez) em 1828, após conquistada a independência. O desenho é uma combinação de duas outras bandeiras nacionais: a dos Estados Unidos (por seu ideal de liberdade e democracia) e a da Argentina (da qual o território do Uruguai fez parte durante o período colonial). As faixas em azul e branco representam as nove províncias em que o país estava originalmente dividido, e o chamado «Sol de Maio» simboliza o despertar da nova nação no mundo.

Tiago Berg é geógrafo formado pelo Câmpus da Unesp de Rio Claro, onde também realizou o mestrado e o doutorado.

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