A riqueza está nos detalhes

O desafio de dar visibilidade aos estudos de professores e pesquisadores da Unesp e às ações da comunidade unespiana de forma geral é uma tarefa que exige atenção aos detalhes. Eles fazem toda a diferença.

A reportagem de capa, por exemplo, discorre sobre o papel da Amazônia no regime de chuvas da região Sudeste do Brasil, fato muito estudado em várias frentes. O trabalho do Centro de Estudos Ambientais (CEA) do câmpus Rio Claro, liderado pelo professor Didier Gastmans, é carregado de um frescor ímpar para a matéria.

Por meio do monitoramento isotópico das precipitações em território brasileiro, feito desde 2013 nas dependências do CEA, a Unesp engrossa a participação do país na rede global que estuda o assunto, encorpada em 2018 com uma cooperação técnica para a implantação de estações de monitoramento isotópico da chuva no Brasil.

Esse tipo de avaliação pode auxiliar os cientistas a compreender a circulação da água em bacias hidrográficas e nos processos de recarga dos aqüíferos e tem potencial para contribuir na proposição de soluções na esfera de gestões mais racionais de recursos hídricos, um dos principais desafios de um país cuja economia é historicamente ligada a commodities que necessitam de água em abundância, casos de atividades agrícolas e da pecuária. Eis um detalhe imperativo que revela a importância desses estudos.

Outro exemplo de trabalho relevante feito na diversa rede de conexões acadêmico-científicas que compõem o universo unespiano vem do São Paulo Research and Analysis Center (Sprace) e do Núcleo de Computação Científica (NCC) da Unesp: a plataforma aberta Kytos foi incorporada à rede de produção do consórcio AmLight em 2018, aproximando o Kytos de ser usado no projeto internacional Large Synoptic Survey Telescope (LSST), que prevê a construção até 2022 do telescópio com a maior câmera digital do mundo. A ideia do LSST é fotografar todo o céu visível e o desenvolvimento de uma plataforma open source iniciado nos corredores do câmpus São Paulo, no bairro da Barra Funda, rompe fronteiras e ganha escala internacional.

A estrela da Unesp brilha em outros céus também, como no livro A Ciência da Dor, da Editora Unesp, base para uma reportagem sobre fibromialgia, bem como no trabalho criterioso da professora Zélia Lopes da Silva, do câmpus de Assis, sobre as musas inspiradoras do Carnaval das escolas de samba de São Paulo.

O brilho, ou a riqueza, de uma Universidade inclusiva, diversa, inovadora e multicâmpus como a Unesp está nos detalhes de quem a constrói para além de seus muros.

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