Por um debate mais racional

As Ciências Humanas, ou Humanidades, foram colocadas nos últimos tempos em uma espécie de divã público no qual coexistem aqueles que as desvalorizam com surpreendente radicalismo e aqueles que as defendem de maneira fervorosa. Como ocorre em quase todas as polarizações, o debate científico se fragiliza em meio às paixões de lado a lado.


Esta edição tenta iluminar uma discussão mais racional, com dois artigos de professores da Unesp que guardam visões distintas e provocam reflexões enriquecedoras sobre a temática. Docente no câmpus de Franca, Jean Marcel Carvalho França admite uma crise nas Humanidades e pede mais criatividade para enfrenta-la. Professor no câmpus de Araraquara, Milton Lahuerta desnuda pontos que podem servir de balizas iniciais para uma retomada da valorização das Humanidades num mundo em  transformação.

Ainda ligado à temática, o artigo de Katherine Fagundes e Paula Ramos de Oliveira resume uma tese de doutorado que foi colher visões de professores do ensino médio sobre as aulas de filosofia nessa etapa, trazendo relatos de docentes que ajudam a construir argumentos sobre o porquê do ensino da matéria, que está no coração das reflexões sobre as Humanidades.

A revista ainda destaca a literatura de Euclides da Cunha, que será homenageado na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2019, com um artigo sobre as correspondências do escritor e uma entrevista a respeito de duas obras recém-lançadas pela Editora Unesp.

Fora do universo das Humanidades, reportagem de Sérgio Santa Rosa enfoca a participação da Unesp na construção de um selo brasileiro certificador de
bem-estar animal e um artigo do pesquisador Rui Seabra, do câmpus de Botucatu, com dicas para se inovar em
ciência no Brasil.

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